Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Será?

Estive pensando sobre uma coisa que tem sido assunto frequente nas rodinhas de amigos, nas redes sociais, em alguns blogs e na cabeça das pessoas um pouco razoáveis: a solução para o Machismo.
O que poderíamos inventar? Que atitude ter? Qual careta? Qual palavra? Um palavrão ou simplesmente ignorar? Não cheguei a uma conclusão.
Quando penso em algumas revistas cultuando seios duros, glúteos definidos e barrigas retas, vejo que se optassemos por começar a criticar a barriguinha de chop no mesmo grau que somos criticadas por uma celulite, talvez algum sentimento de humilhação passasse pela cabeça deles. Mas é isso que queremos? Humilhá-los? Não. Então criticar o corpo não é uma opção. Buscamos admiração mútua.
Quando vejo que algumas mulheres dizem ouvir de seus companheiros que ninguém a obrigou a trabalhar fora ao pedirem ajuda nas tarefas domésticas, penso que deixar a casa "explodir" poderia resolver, pois eles não conseguiriam viver na sujeira, sem ter o que comer, sem roupa limpa, sem um copo pra beber água, sem conforto e aí talvez pegassem numa vassoura. Mas e nós? Conseguiriamos viver nessas condições? Não. Então deixar a casa "explodir" também não é uma opção. Buscamos parceria.
- Ô gostoso! Que #$&@ enorme hein!! Nooossa! - nesse caso poderíamos fazê-los sentir vergonha e desconforto como acontece conosco ao sermos observada de maneira obscena ou cantada, mas aí estaríamos sendo tão invasivas quanto eles e não é isso que buscamos. Estariamos nos expondo ainda mais. Exposição excessiva é o que queremos? Não. Então cantadas também não seriam uma opção. Buscamos a liberdade do "anonimato".
Será que existe um jeito de reverter isso sem que a humanidade precise ser extinta? Vou continuar pensando e rezando pra que essa reflexão não me torne pessimista...


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