Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O que está havendo?


Por que estamos tão frágeis? Nossas convicções, nossos princípios, nossa fé. Qualquer opinião contrária a nossa nos melindra, qualquer chacota é bullyng e qualquer "tomara!" é repreendido em nome de jesus. Desconfiamos até da sombra e qualquer um é mau até que prove o contrário.
A sensação que dá é que quanto mais se prega a intolerância, mas intolerância se tem. Será que estamos tão sem tempo que qualquer coisa que tire a atenção de nossos próprios interesses, é desimportante? Ou será o clima? Ao mesmo tempo que não queremos nos ocupar dos outros, queremos que se ocupem de nós, com dezenas de redes sociais que criamos só para receber o maior número de curtidas e cometários possíveis.
Estamos individualistas, sarcásticos e irônicos. Nossos pavios estão curtos para qualquer um que atravesse a frente da televisão, que atrapalhe a conclusão de uma frase e que não responda o zap dentro dos próximos 30 segundos.
Se nossa fé está sendo abalada e incomodada com tudo que estamos vendo e ouvindo, então ela não existe. É uma fé de mentiras e sem fundamento no que mais importa que é a nossa subjetividade em relação ao que acreditamos existir no intangível. Há nexo em nos ocuparmos de discursos que não nos representam? E se você não acredita em nada disso, há nexo em se ocupar de discursos que não te representam?
Estamos frágeis no corpo e na mente, intolerantes ao extremo, incisivos, devaneantes, e desequilibrados. Quando não estamos enterrados no comodismo, sofrendo e depressivos, estamos flutuando numa realidade que não é a nossa, sonhando com vitórias fáceis e respostas rápidas. Quando caminharemos em solo firme? Firmes também em quem somos e de nossas escolhas? 
Hoje estamos em um lugar e estamos realizando coisas, mas o que somos não é o que estamos. O que somos precisa ser buscado dentro de nós mesmos e não fora. O que está fora é passageiro e não me refiro a vida e morte e sim a fases da própria vida onde hoje estamos algo que amanhã pode não ser mais uma verdade e daí passarmos a outro estado. O que somos não muda aqui ou na China. 
Penso que não há respostas, mas podemos começar aceitando as verdades que já conhecemos ao invés de espernear e achar que o mundo está conspirando contra nós.



8 comentários:

  1. Tua maturidade me assusta!! Tua beleza, também...porque a beleza, às vezes, quebra a fragilidade e traz verdade. A verdade cala o coração! Obrigada por ser sempre quem és e não esquecer disso. É preciso coragem para dizer o que se pensa e se sente, nesses "novos tempos" de tantas contradições. Te amo!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi tia, te amo!
      Obrigada pelo carinho, tão verdadeiro, nas palavras.

      Excluir
  2. Não tenho palavras para definir o teu texto. Que sensibilidade e humanidade permeiam seu coração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Nilza. São sentimentos que falam tão alto que preciso escrevê-los. Fica na paz!!

      Excluir
    2. Obrigada Nilza. São sentimentos que falam tão alto que preciso escrevê-los. Fica na paz!!

      Excluir
  3. Não tenho palavras para definir o teu texto. Que sensibilidade e humanidade permeiam seu coração!

    ResponderExcluir
  4. Oi prima... Bela reflexão. Essa é a chave da vida mesmo: descobrir quem somos e que não somos o que fazemos.

    ResponderExcluir
  5. Lindo!!!
    Enfim somos de verdade aquilo que "estamos sendo" enquanto ninguém nos olha. E que bonito seria se todos se preocupassem em ser!!! Seriamos muito mais. Obrigada pela sua humanidade tão humana.

    Algum filósofo falava sobre a essência, o que somos, o vir a ser.... Bem interessante. Acho e te mando em breve.

    Beijinhos

    ResponderExcluir