Hoje de manhã assisti a um filme cuja história se passa durante uma semana da vida de um homem com câncer. Esta deveria ser a última semana, segundo o médico e, por isso, ele resolveu comprar um moto e viajar pelo país (Canadá). Na viagem ele descobriu inúmeros prazeres e verdades escondidas em pequenas coisas. Viu que tudo aquilo que ele tinha vivido até então não eram seus sonhos e aventuras. Eram os sonhos dos outros e talvez, nenhuma aventura afinal. Ele descobriu que se realmente morresse em uma semana teria muito a perder, mas esse muito se tratava dele e da vida que ele tinha construido. Não era pela noiva, que ele amava, mas não o suficiente, ou pelos pais, muito menos pelo trabalho e os sonhos, já que ele não tinha muitos sonhos. A perda seria em nunca tirar uma fotografia com a maior cadeira do mundo, ou nunca andar a cavalo, nunca se atirar de uma pedra dentro de um lago congelante, nunca surfar...a perda seria pra si próprio e tantas maravilhas que ele mesmo não sabia que existiam tão perto dele.
Parece muito banal falar de valorização dos sonhos, mesmo porque muitos deles vão sendo esquecidos a medida que as prioridades vão se modificando. Geralmente precisamos descobrir uma doença e ter somente uma semana de vida pra começarmos a pensar nos nossos desejos. Quantas vezes já nos perguntamos o que faríamos se o mundo fosse acabar ou se fossemos morrer logo e a resposta foi "não sei"? Acho que não deveríamos esperar uma notícia ruim ou uma simples pergunta pra planejar uma coisa magnífica que pode mudar nossas vidas. Sonhos são metas, assim como passar num vestibular ou caminhar quilômetros se sua vida depender disso. Basta olhar pra frente e seguir.