Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Saudade


Saudade é como ver uma ave rara voar bem perto da sua janela, mas não poder tocá-la e vê-la partir, linda. É como um pôr-do-sol, belíssimo e certo de que nenhum outro será igual. Saudade é como bolha de sabão que furta-cor e flua por alguns segundos até tocar alguma superfície. É um aroma que vem, agrada e vai embora deixando alguma lembrança no ar. A saudade se configura pela falta de algo magnífico e belo que nos preenche a alma e nos faz esplendidamente felizes e por isso é tão dolorida, apesar de colorida.

domingo, 23 de outubro de 2011

Eu admiro



Quando admiramos alguém temos a sensação de estar sempre ao lado de uma pessoa merecedora das melhores coisas: melhores elogios, melhores carinhos, melhores palavras. Admirar passa pelo respeito e conquista diária da amizade, já que enxergamos características tão lindas que nos fazem querer ser tão importante para alguém quanto este é para nós. Queremos ter o privilégio de receber atenção e carinho de alguém que julgamos ser tão especial. Sem admiração não existe amor e o melhor amor é aquele onde a admiração descobre uma nova fonte a cada dia!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ser sozinho

Nós somos como viemos a esse mundo. Um corpo que sente o tangível e intangível. Um corpo que pode chorar as alegrias e tristezas, que pode sentir a energia de outros corpos e o calor dessas relações. Porém somos como viemos: únicos, unitários e individuais. Somos senhores de nossas carências e planos, assim como a realização destes também depende da nossa força. Muitas vezes isso parece amendrontador, porém quando penso no Deus amoroso e amigo no qual creio, vejo que, na verdade, minha mente, alma e corpo nunca estão sozinhos de fato. É magnífico!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Porque gosto?


Gosto porque gosto de comédias-românticas, de filmes infantis e edredon com cheirinho de amaciante. Gosto de contos, incluindo os de fadas, gosto de romances e auto-ajudas. Gosto e, como gosto, de cartinhas em ocasiões especiais (e também fora delas), presentinhos, bombons e balinhas pelo simples fato de ter sido lembrada. Gosto de acreditar que Deus existe. Gosto quando meu amor me dá beijinhos na testa ou na bochecha, é tão suave! Gosto de acreditar que as emoções que permeiam minhas relações, são a chave para fa elicidade e permanência dos sonhos e que, apesar de possíveis sofrimentos, sempre terei a memória como artifício de resgate de alegrias vividas nessa terra.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Celular

Essa coisa que em nada se parece com nosso organismo e que está, aparentemente, desconectado de nossas funções vitais, na verdade está mais ligado a nosso corpo do que podemos imaginar. Experimenta esquecer o celular em casa por um dia inteiro. Você não vai poder mandar mensagem nem receber e nem ligar pra ninguém porque, mesmo que exista um telefone fixo bem na sua frente, você não decorou os números das pessoas, hehehe...E isso não é o pior. Ainda achamos que todas as pessoas do mundo tem o dever de estarem coladas ao celular 24h/dia, por que quando ligamos e não somos atendidos...aff..."pra que essa pessoa tem celular se não atende", uahuahauh...é uma maluquice, mas é verdade!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Hoje já sinto a diferença em relação a quando era criança e as estações eram tão definidas! Aqui em Madalena, os verões eram quentes e de chuvas torrenciais no meio da tarde. Eu adora ficar na janela vendo os raios e ouvindo os trovões. Confesso que não me lembro muito do outono. Os dias de inverno eram os mais bonitos quando fazia sol e os mais severos quando o frio chegava. Quando vinha a primavera sabíamos que o frio que gelava nossos ossos ia dar uma trégua e que a neblina que fazia a pedra Dubois sumir, seria cada vez mais rara. Não sei mais se as folhas caem no outono e se as chuvas de março ainda acontecem. Que Setembro venha e nos prepare belas flores, rs! Beijos

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amizade

As vezes pensamos que, por termos compartilhando as vitórias e derrotas com determinadas pessoas, estas farão o mesmo conosco. As vezes parece que por considermos aquela pessoa "amiga", ela também sentirá o mesmo por nós e a relação será sempre de trocas mútuas, tanto de alegrias como tristezas, porém não é assim que acontece e você sabe que não por falta de interesse seu, ou lealdade. Não é falta de confiança ou insegurança por parte delas...Elas só são fechadas demais, mas infelizmente isso acaba te magoando um pouco, já que seu ideal de amizade seria o compartilhamento mútuo de sentimentos, sejam eles bons ou não. Você gostaria de dar conselhos e palavras de consolo, como elas já deram a você. Você gostaria que elas te mostrassem as fraquezas sem ter vergonha de estar sendo pior do que alguém, pq afinal todos tem fraquezas e o natural é isso e não o contrário. Aí vc começa a pensar se um dia essas pessoas mudarão e vc poderá se sentir amiga delas como elas são pra vc...Pq afinal, é muito bom sentir que alguém conta com vc, principalmente qnd vc conta com esse alguém!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Você sabe qual é o seu maior sonho?

Hoje de manhã assisti a um filme cuja história se passa durante uma semana da vida de um homem com câncer. Esta deveria ser a última semana, segundo o médico e, por isso, ele resolveu comprar um moto e viajar pelo país (Canadá). Na viagem ele descobriu inúmeros prazeres e verdades escondidas em pequenas coisas. Viu que tudo aquilo que ele tinha vivido até então não eram seus sonhos e aventuras. Eram os sonhos dos outros e talvez, nenhuma aventura afinal. Ele descobriu que se realmente morresse em uma semana teria muito a perder, mas esse muito se tratava dele e da vida que ele tinha construido. Não era pela noiva, que ele amava, mas não o suficiente, ou pelos pais, muito menos pelo trabalho e os sonhos, já que ele não tinha muitos sonhos. A perda seria em nunca tirar uma fotografia com a maior cadeira do mundo, ou nunca andar a cavalo, nunca se atirar de uma pedra dentro de um lago congelante, nunca surfar...a perda seria pra si próprio e tantas maravilhas que ele mesmo não sabia que existiam tão perto dele.
Parece muito banal falar de valorização dos sonhos, mesmo porque muitos deles vão sendo esquecidos a medida que as prioridades vão se modificando. Geralmente precisamos descobrir uma doença e ter somente uma semana de vida pra começarmos a pensar nos nossos desejos. Quantas vezes já nos perguntamos o que faríamos se o mundo fosse acabar ou se fossemos morrer logo e a resposta foi "não sei"? Acho que não deveríamos esperar uma notícia ruim ou uma simples pergunta pra planejar uma coisa magnífica que pode mudar nossas vidas. Sonhos são metas, assim como passar num vestibular ou caminhar quilômetros se sua vida depender disso. Basta olhar pra frente e seguir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Janeiro 2011

Hoje eu chorei de tristeza, de agonia e de vontade de poder mudar o que já foi. Talvez até tenha sido um choro em vão. Eu vi que nem tudo está tão longe como eu pensava e que as tragédias podem sim chegar tão perto a ponto de nos dar medo. Não é egoísmo, mas todos nós, quando vemos algo terrível acontecer em algum lugar do planeta pensamos que ainda é bom estarmos seguros, porém hoje eu chorei assim como em abril do ano passado com aquela tragédia no morro do Bumba, em Niterói. Senti como se fosse em mim e como se a minha casa tivesse sido arrastada pelo rio. Ver aquelas imagens, ver a cidade de Nova Friburgo toda cheia de lama, pessoas pedindo ajuda...Meu Deus, é tão triste ver que a cada dia as coisas estão mais terríveis. Os desastres são cada vez maiores, a força das chuvas, do vento. Eu tenho tido muito medo e ele passa pela sensação de impotência. Saber que ninguém pode fazer nada pra evitar que a chuva caia ou que o chão trema. É muito triste e, mesmo que pareça uma besteira refletir sobre isso, eu quero acreditar que nossa passagem aqui não é o todo, mas deve acontecer da melhor forma possível e isso inclui ser útil e amar, mesmo que nunca seja o suficiente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Silêncio

Alguns dias são interrupções do silêncio. Coisa que não posso chamar de som porque não me distrai, mas também não é silêncio porque, de alguma forma incomoda a vida. É ruído quase imperceptível que me acorda de pensamentos profundos. Gota de sussurro que invade a mente e transforma meu lago espelhado numa seqüencia interminável de ondas que, geometricamente, vão cessando.
As vezes parece que até o silêncio absoluto ensurdece com o seu "não vibrar de coisa alguma". Dormir parece impossível e ler se torna em vão já que nada do que passar pelos olhos chegará ao pensamento. A unica coisa que existe é o que quase não existe: silêncio.
Uma vez escutei que "música é silêncio interrompido por sons". Meus dias são música. São Jazz. Sempre tem algo se repetindo. Algumas repetições divertem mas outras irritam. Gotas, um atrás da outra, caindo numa placa de ferro. Berros de pirraça, incessantes, eternos, minutos inteiros de agonia. Uma tarde inteira para esperar e no fim dela, a noite para escutar o silêncio sussurrando tão baixo que quase não se escuta o que ele diz. Com sorte terá sido "boa noite".