Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Arte Acadêmica

Numa dessas idas à faculdade eu encontrei um colega que veio me contar uma experiência interessante que viveu numa das aulas do curso de Dança. Ele é um cara que se identifica muito com essa arte, assim como com o teatro, já é mais velho, já tem outra formação e uma visão mais ampla e realista do mundo. Nessa ocasião que nos falamos ele estava se questionando sobre o porquê da arte estar num lugar diverso quando produzida no meio acadêmico. Era como se ele estivesse dizendo que, para algumas pessoas, a arte, dentro da faculdade, não precisasse carregar autenticidade...Ele dizia que não achava certo que um aluno/artista tivesse que reproduzir duas vezes seguidas o mesmo trabalho no momento da apresentação. Que aquilo tirava o que a dança tem de mais interessante que é o "aqui e agora", o momento único daquele corpo em movimento e daquelas emoçõees expressadas. Ele citou um exemplo: Imagina que fotografo um pôr-de-sol agora e daqui a 5 minutos de novo. São diferentes! Na dança também é assim. Não há como ser igual. Conversamos, citei Walter Benjamin e a "aura" que ele defende existir na arte e que é justamente isso: a brisa, o frescor, algo que não se copia nem pelo próprio artista...enfim, concordamos e ficou uma dúvida. Como não existem verdades nem mentiras quando se trata de sensação, será que a arte acadêmica ocupa, de fato, um lugar de pré-arte, de amadorismo? Ou foi uma má impressão?

Um comentário:

  1. Olá Minha bela sobrinha !!!!
    Não sei se entendi bem seu texto, mas antes de tudo é preciso perguntar-se o que é arte acadêmica? Você sabe, tanto quanto eu, que a dança ( essa que chamamos acadêmica)esteve ligada durante muito tempo ao comportamento corporal de uma elite aristocrática, esse comportamento distinguia as pessoas. Por certo a dança estava muito mais ligada as diferenças de classes do que a expressão artística. Hoje me parece anacrônico (ainda que belo) uma montagem de Dom quixote, por exemplo, onde o mais importante é mostrar o adestramento do bailarino atrelado as hábitos e costumes corporais que cairam em desuso a muito tempo, sacou? Por isso minha barbara é tão difícil ouvir música dodecafônica, pois ela não está ali pra tranquilizar ela mostra outras estruturas outras facetas do real...mas esse papo, como você também já sabe, dá pano pra manga!!!
    Ps. "segue lá nóis" nos blogs!!!

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