Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dá até tristeza

Eu sei que o que vou falar não é nenhuma novidade, mas não dá pra não comentar.
Toda vez que vou ao prédio da Dança, lá no Fundão, as coisas estão piores. As salas de aulas, tanto teóricas como práticas estão cada vez mais destruidas, ou pela chuva, ou pelos próprios alunos.
Há menos de 1km dalí estão construindo, pela Petrobrás, um Mega Centro de pesquisa ou talvez seja até outra coisa, mas que não importa agora, mas que além da velocidade que está crescendo, tem uma estrutura impressionante com tudo da melhor qualidade.
Eu sei também que não se tratam do mesmo dinheiro, mas não posso achar correto que num mesmo espaço, universitário (diga-se de passagem), um prédio esteja se acabando e outro crescendo tão vigorosamente. Todos nós sabemos que existe a grana pra reforma. Pra onde vai? Sabemos a resposta!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Arte Acadêmica

Numa dessas idas à faculdade eu encontrei um colega que veio me contar uma experiência interessante que viveu numa das aulas do curso de Dança. Ele é um cara que se identifica muito com essa arte, assim como com o teatro, já é mais velho, já tem outra formação e uma visão mais ampla e realista do mundo. Nessa ocasião que nos falamos ele estava se questionando sobre o porquê da arte estar num lugar diverso quando produzida no meio acadêmico. Era como se ele estivesse dizendo que, para algumas pessoas, a arte, dentro da faculdade, não precisasse carregar autenticidade...Ele dizia que não achava certo que um aluno/artista tivesse que reproduzir duas vezes seguidas o mesmo trabalho no momento da apresentação. Que aquilo tirava o que a dança tem de mais interessante que é o "aqui e agora", o momento único daquele corpo em movimento e daquelas emoçõees expressadas. Ele citou um exemplo: Imagina que fotografo um pôr-de-sol agora e daqui a 5 minutos de novo. São diferentes! Na dança também é assim. Não há como ser igual. Conversamos, citei Walter Benjamin e a "aura" que ele defende existir na arte e que é justamente isso: a brisa, o frescor, algo que não se copia nem pelo próprio artista...enfim, concordamos e ficou uma dúvida. Como não existem verdades nem mentiras quando se trata de sensação, será que a arte acadêmica ocupa, de fato, um lugar de pré-arte, de amadorismo? Ou foi uma má impressão?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Então começa...

Esse início é como todos os outros. Estréia nervosa e feliz, cautelosa talvez.
Começo aqui, mas no íntimo o início foi em outros tempos. Pensamentos constantes, cheios de intrigas e angústias, além das inúmeras vezes que sorri por estar dançando com a mente. Dançando por olhar tão profundamente pro meu ser...dançando de até falar sozinha na rua, ou dançar sozinha num ônibus...(risos)...quantas vezes!
Esse corpartilhar que inicio é como deitar e cobrir-se com um edredom macio, ou até dois edredons macios, só com a carinha de fora. É aconchegante.
Chego então de braços abertos!