Depois que me mudei parei tudo que eu estava fazendo e agora me sinto um pouco estranha por dentro. A razão não é estar aqui, propriamente, mas sim por ter me afastado das conversas (muitas vezes filosóficas) que eu tinha com a Gabi e o Celso. Por estar longe da Dança, por não ter tempo pra ler uma boa literatura, por não ver diferentes figuras andando pela rua com suas identidades aparentemente estranhas, porém de individualidade certa e desgarrada de qualquer preocupação com opiniões alheias. Parei de escrever meu livro, parei de desenhar, parei de ouvir música (apesar de já ter parado a mais tempo). Simplesmente parei de tanta coisa que já não sei o que sinto. Se tenho tédio, tristeza, medo, preguiça...não sei o que tenho dentro e fora de mim. Não sei o que quero (mas ainda sei o que não quero) e nem até quando estarei assim. Acho que o nome disso é Saudade. Tenho sentido tanta falta de (quase) tudo que me sinto sozinha dentro das minhas idéias e necessidades de delirar sobre determinados assuntos, ou de descobrir desconhecidos todos os dias. De fato a saudade tem sido a culpada de tudo.
Se encontre, se perca, se deite e sonhe. Dance e olhe para dentro. Olhe para nunca se esquecer de quem és.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Um dia eu acordei e fui presenteada com a melhor animação que já assisti.
Era um dia meio triste e com algumas coisas estranhas rondando a minha cabeça., por dentro e por fora. Como eu mesma disse na ocasião: era como se uma nuvem negra pairasse sobre minhas conversas e expressões. Nem eu mesma me queria por perto.
Nesse dia, após assistir à animação e chorar algumas lágrimas fáceis, bonitas, loucas, felizes e livres, eu não sei porque, mas foi como se algo tivesse aberto minha mente e mergulhado com tudo, inundando de frescor cada canto turrão e caótico. Eu entendi parte de algo que muitas pessoas morrem ser conhecer: a verdadeira liberdade de escolha. Era hora de assumir que tudo na vida é uma questão de possibilidades, escolhas e opções que te levam ao clímax. E que optar por ser ou não feliz era uma questão de vida ou morte (da alma).
Nesse vídeo eu me vi nas saudades, no apego, na solidão, mas também na opção de mudar se quiser e de não mudar se não quiser.
Na nossa vida tudo é questão de escolha e não tem nada que seja errado ou pior que algo. São possibilidades e todas são belas quando encontramos razão pra sermos felizes. Assista e sinta (ou não sinta).
http://www.youtube.com/watch?v=qH5_A20B3vU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=YmrQ5Ncb3Fs&feature=related
Era um dia meio triste e com algumas coisas estranhas rondando a minha cabeça., por dentro e por fora. Como eu mesma disse na ocasião: era como se uma nuvem negra pairasse sobre minhas conversas e expressões. Nem eu mesma me queria por perto.
Nesse dia, após assistir à animação e chorar algumas lágrimas fáceis, bonitas, loucas, felizes e livres, eu não sei porque, mas foi como se algo tivesse aberto minha mente e mergulhado com tudo, inundando de frescor cada canto turrão e caótico. Eu entendi parte de algo que muitas pessoas morrem ser conhecer: a verdadeira liberdade de escolha. Era hora de assumir que tudo na vida é uma questão de possibilidades, escolhas e opções que te levam ao clímax. E que optar por ser ou não feliz era uma questão de vida ou morte (da alma).
Nesse vídeo eu me vi nas saudades, no apego, na solidão, mas também na opção de mudar se quiser e de não mudar se não quiser.
Na nossa vida tudo é questão de escolha e não tem nada que seja errado ou pior que algo. São possibilidades e todas são belas quando encontramos razão pra sermos felizes. Assista e sinta (ou não sinta).
http://www.youtube.com/watch?v=qH5_A20B3vU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=YmrQ5Ncb3Fs&feature=related
terça-feira, 27 de julho de 2010
Em busca da galinha!
Que estranha essa sensação...perceber que podemos ser o que quisermos. Antes eu não acreditava dessa maneira já que quase sempre todos seguem um só rumo por medo, ou comodismo, ou por não saberem das outras opções existentes.
Ontem uma amiga estava aqui na sala de casa comigo e conversávamos sobre carreira, emprego, dinheiro...ela também descobriu que não nasceu pra viver de Letras, mas ainda quer terminar o curso, pra não perder a chance de ter o ensino superior. Ela estava me contando de um amigo dela que fez um curso de 2 meses em Macaé, que depois foi mandado pra São Paulo pra fazer um outro de 1 mês e que ao término desses 3 meses o cara tava ganhando 5 mil pra ficar 15 dias embarcado e 15 em casa. Incrível não é!? Alguém que tem só o ensino médio conseguir ganhar 5 mil (salário inicial) depois de 3 meses de estudo...O pior é que a história é verdade.
Talvez pra você não seja intrigante, mas eu tenho convivido com algumas pessoas com essa necessidade de mudar de área, de cursar outra faculdade, de fazer um concurso público...tudo isso pra ver se encontram a galinha dos ovos de ouro (essa minha amiga tá pensando em ir pra Macaé começar esse curso mesmo não tendo nenhuma afinidade com matemática, rs). Pessoas que começaram uma faculdade qualquer por falta de opção ou até mesmo por um desejo infantil e que depois descobriram, que apesar de serem ótimos no que fazem, muitas vezes acima da média, não querem viver daquilo e resolveram deixar tudo pra trás e recomeçar. Se reencontrar em outra carreira. Se matar de estudar numa faculdade de engenharia, por exemplo, depois de se formar numa área completamente oposta, como saúde ou humanas...e está indo com prazer, com satisfação, com desejo de ser tão bom naquilo como fora antes.
Será que esse papo de "nasci pra isso" existe mesmo? Acho que existe só para aqules que encontram o casamento perfeito entre satisfação pessoal e dinheiro na conta. No contrário não.
De uma coisa eu sei: a necessidade fez o sapo pular e com certeza tá fazendo muita gente agitar as idéias dentro da cabeça. O melhor disso tudo é que, pra quem acredita que a vida é uma só, esse é o caminho certo. A hora de viver, se testar e descobrir talentos é essa! Sem medo.
Ontem uma amiga estava aqui na sala de casa comigo e conversávamos sobre carreira, emprego, dinheiro...ela também descobriu que não nasceu pra viver de Letras, mas ainda quer terminar o curso, pra não perder a chance de ter o ensino superior. Ela estava me contando de um amigo dela que fez um curso de 2 meses em Macaé, que depois foi mandado pra São Paulo pra fazer um outro de 1 mês e que ao término desses 3 meses o cara tava ganhando 5 mil pra ficar 15 dias embarcado e 15 em casa. Incrível não é!? Alguém que tem só o ensino médio conseguir ganhar 5 mil (salário inicial) depois de 3 meses de estudo...O pior é que a história é verdade.
Talvez pra você não seja intrigante, mas eu tenho convivido com algumas pessoas com essa necessidade de mudar de área, de cursar outra faculdade, de fazer um concurso público...tudo isso pra ver se encontram a galinha dos ovos de ouro (essa minha amiga tá pensando em ir pra Macaé começar esse curso mesmo não tendo nenhuma afinidade com matemática, rs). Pessoas que começaram uma faculdade qualquer por falta de opção ou até mesmo por um desejo infantil e que depois descobriram, que apesar de serem ótimos no que fazem, muitas vezes acima da média, não querem viver daquilo e resolveram deixar tudo pra trás e recomeçar. Se reencontrar em outra carreira. Se matar de estudar numa faculdade de engenharia, por exemplo, depois de se formar numa área completamente oposta, como saúde ou humanas...e está indo com prazer, com satisfação, com desejo de ser tão bom naquilo como fora antes.
Será que esse papo de "nasci pra isso" existe mesmo? Acho que existe só para aqules que encontram o casamento perfeito entre satisfação pessoal e dinheiro na conta. No contrário não.
De uma coisa eu sei: a necessidade fez o sapo pular e com certeza tá fazendo muita gente agitar as idéias dentro da cabeça. O melhor disso tudo é que, pra quem acredita que a vida é uma só, esse é o caminho certo. A hora de viver, se testar e descobrir talentos é essa! Sem medo.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Pena o tempo não parar.
Nessa hora nós estavámos há quase 2 horas caminhando por um trilha pra chegar na Praia do Sono, que fica perto de Trindade e Paraty. A trilha, apesar de tranquila, era longa e nós já estávamos curiosos pra conhecer o "nosso paraíso". Imagine como não foi gostoso olhar essa praia linda!!? Foram 5 dias de acampamento. Uma delícia! Tudo em nós dois era perfeito e admirável...tudo era bom.
Nesse dia nós estávamos tão felizes, bem dispostos, desbravantes do mundo e de nós mesmos. Era nossa segunda viagem juntos e nada estragaria, nada. Eu estava fazendo um trilha pela primeira vez e achando ótimo, tudo era novidade. Éramos duas pessoas despreocupadas, apaixonadas, indo passar a virada do ano num lugar maravilhoso, paradisíaco, encantador...Nossos corações estavam cheios de bem querer e isso é que era o mais maravilhoso!
Nesse momento da fotografia, quando vimos a paisagem, é que nos demos conta do presente belíssimo que a vida tinha nos dado. A sorte de estar alí, naquele lugar, um ao lado do outro em corpo e coração, com a felicidade mais plena do mundo e a gratidão por estarmos juntos. Que plenitude daqueles dois seres! Os sorrisos, o prazer que sentíamos em carregar aquele peso todo (de barraca, mochilas, colchonetes...tralhas de viagem). Saudade de estar lá exatamente naquele minuto, com aquela pessoa, com aqueles sentimentos tão gostosos. Pena o tempo não parar e a gente também não.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Surpresas
Hoje, apesar de algumas poeiras terem entrado nos meus olhos, eu estive pensando na beleza das surpresas. Tem coisas que nos saltam à monotonia da vida...isso se a vida estiver monótona como a minha. Uma delas é o sonho. Sonhos em geral, com ou sem significado. Outra é uma conscidência, daquelas bem loucas e, como todas as conscidências, gostosamente inesperada. Uma outra surpresa que é belíssima e decobrir um e-mail de alguém querido, que há tempos não entrava em contato, como uma amiga, ou um tio...Porém existem as surpresas que doem.
As vezes a dor é física, como quando você vai pegar uma impressora e, surpreendentemente, ela cai no seu dedo! Aaai, isso dói, pode acreditar. Tem também aquele mordida bem dada na língua enquanto você mastiga um pedaço de pão. Nada disso está programado e quando acontece dói e não tem lado bom, não mesmo. Porém tem surpresas que doem, mas são positivas (é verdade). Geralmente acontecem nos piores momentos e quase sempre nos jogam num mato sem cachorro. Eu não sei se estou sendo muito otimista ou se é o que ando precisando ser, mas depois de algumas belas surpresas eu cresci e fui mais feliz, ao passo que se tudo está bem, eu nunca sei o que realmente me espera logo depois da curva e acabo me enterrando numa espécie de alegria cômoda e estranha.
As vezes nem eu mesma entendo porque digo certas coisas, mas a verdade é que desejo surpresas pro resto da vida!
As vezes a dor é física, como quando você vai pegar uma impressora e, surpreendentemente, ela cai no seu dedo! Aaai, isso dói, pode acreditar. Tem também aquele mordida bem dada na língua enquanto você mastiga um pedaço de pão. Nada disso está programado e quando acontece dói e não tem lado bom, não mesmo. Porém tem surpresas que doem, mas são positivas (é verdade). Geralmente acontecem nos piores momentos e quase sempre nos jogam num mato sem cachorro. Eu não sei se estou sendo muito otimista ou se é o que ando precisando ser, mas depois de algumas belas surpresas eu cresci e fui mais feliz, ao passo que se tudo está bem, eu nunca sei o que realmente me espera logo depois da curva e acabo me enterrando numa espécie de alegria cômoda e estranha.
As vezes nem eu mesma entendo porque digo certas coisas, mas a verdade é que desejo surpresas pro resto da vida!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pouco caso
(risos de ironia) Queria que vocês pudessem escutar. É tipo um "haha", sei lá. Não desses de MSN que acontece quando a gente tava lendo uma segunda conversa, a primeira pessoa escreveu um mundo de coisas e a gente não quer demorar muito a responder...aí mandamos o clássico "rsrsrs" ou "uahuahauh" ou até "hahaha"...né, pra dar tempo de ler e responder realmente.
Cara, fiquei indignada com essa Copa, alíás, eu acho sempre um absurdo o dinheiro que gira ao redor disso (o futebol) e como a gente torce com o coração, achando que eles estão levando a sério...ilusão...só rindo mesmo. Ganham muito, sabem que serão comprados por algum time, fazem o que querem (literalmente). Não sei nem se esse assunto é digno de algum ibope. A questão é que hoje o país inteiro estava torcendo por um grupo de ricos que jogam bola igual a cara. Me responde como que a gente ainda consegue achar isso bonito? Aiai.
Cara, fiquei indignada com essa Copa, alíás, eu acho sempre um absurdo o dinheiro que gira ao redor disso (o futebol) e como a gente torce com o coração, achando que eles estão levando a sério...ilusão...só rindo mesmo. Ganham muito, sabem que serão comprados por algum time, fazem o que querem (literalmente). Não sei nem se esse assunto é digno de algum ibope. A questão é que hoje o país inteiro estava torcendo por um grupo de ricos que jogam bola igual a cara. Me responde como que a gente ainda consegue achar isso bonito? Aiai.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Despedida
Antes de mais nada quero começar fazendo um pedido: feche os olhos e prometa pra si mesmo que nunca deixará sua felicidade sair pela janela. Diga assim "Minha alegria está em mim e é aqui que ela vai estar pra sempre". Fez? Ok, agora sim posso dizer o que vim dizer.
Não está sendo fácil me despedir e não é de hoje que sei que essa hora chegaria. Pra falar a verdade eu sempre soube que a dança não era a melhor escolha pela ótica da minha família e sempre imaginava o momento que teria que deixá-la, porém meu amor e desejo de viver minutos de felicidade me fizeram estar durante os último 6 anos e meio mergulhada nela. Ela, que eu ainda não entendi porque vivi e não vivo mais, ela que não quero mais, mas que dói quando penso que logo estarei longe: "Minha Dança". Tudo bem que não se pode separar o corpo da alma e por isso jamais estarei longe da aventura de dançar até mesmo parada - uma das casas da poesia é meu coração.
Hoje defini um novo plano de vida, talvez não tão bonito e invisível, mas um tanto mais consistente, como diria a minha mãe. Não sei se a palavra é essa e na certa também não sei se de fato será ou não mais consistente. O fato é que estou me afastando da dança afim de manter um relacionamento meio platônico com ela, já que de agora em diante, traço outros desenhos no meu futuro. Até já exclui do meu "favoritos" os sites de mestrado em artes...e tudo mais que me envolve com ela. É como uma história de amor que acaba de repente, mas nesse caso um dos dois ainda ama. Não sei se estou triste e na verdade nem sei se deveria estar. A sensação é tão qual se afastar de alguém que te acaricia a todo tempo. Fica um vazio de carência, mas que não precisa ser amor.
Enfim, esquecendo um pouco as metáforas, a verdade é que estou voltando pra minha casa depois de quase 8 anos. É um susto, por ser de repente, mas que reais mudanças não são assim?
Estou fazendo uma escolha pensando nos meus desejos de mulher e futura mãe de três. Neste momento, a saudade antecipada do homem da minha alegre vida é que tem doído um pouco mais do que deveria, mas somos amor puro, carinho e amizade. Vamos continuar fortes. Ei de estar acolá, amando, vivendo, visitando minha alegria interior todas as manhãs.
Talvez um dia eu volte.
Obrigada!
Não está sendo fácil me despedir e não é de hoje que sei que essa hora chegaria. Pra falar a verdade eu sempre soube que a dança não era a melhor escolha pela ótica da minha família e sempre imaginava o momento que teria que deixá-la, porém meu amor e desejo de viver minutos de felicidade me fizeram estar durante os último 6 anos e meio mergulhada nela. Ela, que eu ainda não entendi porque vivi e não vivo mais, ela que não quero mais, mas que dói quando penso que logo estarei longe: "Minha Dança". Tudo bem que não se pode separar o corpo da alma e por isso jamais estarei longe da aventura de dançar até mesmo parada - uma das casas da poesia é meu coração.
Hoje defini um novo plano de vida, talvez não tão bonito e invisível, mas um tanto mais consistente, como diria a minha mãe. Não sei se a palavra é essa e na certa também não sei se de fato será ou não mais consistente. O fato é que estou me afastando da dança afim de manter um relacionamento meio platônico com ela, já que de agora em diante, traço outros desenhos no meu futuro. Até já exclui do meu "favoritos" os sites de mestrado em artes...e tudo mais que me envolve com ela. É como uma história de amor que acaba de repente, mas nesse caso um dos dois ainda ama. Não sei se estou triste e na verdade nem sei se deveria estar. A sensação é tão qual se afastar de alguém que te acaricia a todo tempo. Fica um vazio de carência, mas que não precisa ser amor.
Enfim, esquecendo um pouco as metáforas, a verdade é que estou voltando pra minha casa depois de quase 8 anos. É um susto, por ser de repente, mas que reais mudanças não são assim?
Estou fazendo uma escolha pensando nos meus desejos de mulher e futura mãe de três. Neste momento, a saudade antecipada do homem da minha alegre vida é que tem doído um pouco mais do que deveria, mas somos amor puro, carinho e amizade. Vamos continuar fortes. Ei de estar acolá, amando, vivendo, visitando minha alegria interior todas as manhãs.
Talvez um dia eu volte.
Obrigada!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dá até tristeza
Eu sei que o que vou falar não é nenhuma novidade, mas não dá pra não comentar.
Toda vez que vou ao prédio da Dança, lá no Fundão, as coisas estão piores. As salas de aulas, tanto teóricas como práticas estão cada vez mais destruidas, ou pela chuva, ou pelos próprios alunos.
Há menos de 1km dalí estão construindo, pela Petrobrás, um Mega Centro de pesquisa ou talvez seja até outra coisa, mas que não importa agora, mas que além da velocidade que está crescendo, tem uma estrutura impressionante com tudo da melhor qualidade.
Eu sei também que não se tratam do mesmo dinheiro, mas não posso achar correto que num mesmo espaço, universitário (diga-se de passagem), um prédio esteja se acabando e outro crescendo tão vigorosamente. Todos nós sabemos que existe a grana pra reforma. Pra onde vai? Sabemos a resposta!!
Toda vez que vou ao prédio da Dança, lá no Fundão, as coisas estão piores. As salas de aulas, tanto teóricas como práticas estão cada vez mais destruidas, ou pela chuva, ou pelos próprios alunos.
Há menos de 1km dalí estão construindo, pela Petrobrás, um Mega Centro de pesquisa ou talvez seja até outra coisa, mas que não importa agora, mas que além da velocidade que está crescendo, tem uma estrutura impressionante com tudo da melhor qualidade.
Eu sei também que não se tratam do mesmo dinheiro, mas não posso achar correto que num mesmo espaço, universitário (diga-se de passagem), um prédio esteja se acabando e outro crescendo tão vigorosamente. Todos nós sabemos que existe a grana pra reforma. Pra onde vai? Sabemos a resposta!!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Arte Acadêmica
Numa dessas idas à faculdade eu encontrei um colega que veio me contar uma experiência interessante que viveu numa das aulas do curso de Dança. Ele é um cara que se identifica muito com essa arte, assim como com o teatro, já é mais velho, já tem outra formação e uma visão mais ampla e realista do mundo. Nessa ocasião que nos falamos ele estava se questionando sobre o porquê da arte estar num lugar diverso quando produzida no meio acadêmico. Era como se ele estivesse dizendo que, para algumas pessoas, a arte, dentro da faculdade, não precisasse carregar autenticidade...Ele dizia que não achava certo que um aluno/artista tivesse que reproduzir duas vezes seguidas o mesmo trabalho no momento da apresentação. Que aquilo tirava o que a dança tem de mais interessante que é o "aqui e agora", o momento único daquele corpo em movimento e daquelas emoçõees expressadas. Ele citou um exemplo: Imagina que fotografo um pôr-de-sol agora e daqui a 5 minutos de novo. São diferentes! Na dança também é assim. Não há como ser igual. Conversamos, citei Walter Benjamin e a "aura" que ele defende existir na arte e que é justamente isso: a brisa, o frescor, algo que não se copia nem pelo próprio artista...enfim, concordamos e ficou uma dúvida. Como não existem verdades nem mentiras quando se trata de sensação, será que a arte acadêmica ocupa, de fato, um lugar de pré-arte, de amadorismo? Ou foi uma má impressão?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Então começa...
Esse início é como todos os outros. Estréia nervosa e feliz, cautelosa talvez.
Começo aqui, mas no íntimo o início foi em outros tempos. Pensamentos constantes, cheios de intrigas e angústias, além das inúmeras vezes que sorri por estar dançando com a mente. Dançando por olhar tão profundamente pro meu ser...dançando de até falar sozinha na rua, ou dançar sozinha num ônibus...(risos)...quantas vezes!
Esse corpartilhar que inicio é como deitar e cobrir-se com um edredom macio, ou até dois edredons macios, só com a carinha de fora. É aconchegante.
Chego então de braços abertos!
Esse corpartilhar que inicio é como deitar e cobrir-se com um edredom macio, ou até dois edredons macios, só com a carinha de fora. É aconchegante.
Chego então de braços abertos!
Assinar:
Postagens (Atom)